Resumo
Jorge Ben Jor - O Sabor Poético da Literatura de Cordel
http://youtu.be/9YIL8J5elu4
Assim que entramos no Centro de Tradições Nordestinas, ouvi de longe os repentistas. Eles cantavam de improviso, mas eu não prestava atenção na letra, totalmente concentrada em aproveitar a cena cinematográfica. Vi tantos filmes brasileiros com situações como aquela, como por exemplo, "Lisbela e o Prisioneiro", mas nunca vivenciei nada parecido. E ia eu empolgada nos cliques, assim como Leila, Luiz e Lucinéia, quando de repente comecei a perceber que eles cantavam sobre nós. Pena que eu não gravei, o espírito da coisa foi mais ou menos assim:
Esses turista maroto
Eita gente danada!
É uma coisa que noto
Uma grande zoada
Eles tira nossa foto
Mas dinheiro, nada!
- Ui! Essa foi pra mim! Justo eu que sempre me digo incentivadora do trabalhador brasileiro. Imediatamente peguei uma nota de dez e coloquei no chapéu dos artistas. Voltei a tirar mais fotos, e eles também voltaram a cantar:
A moça fotógrafa
Aprendeu a lição
Deu nota de déis
A mostrar afeição
Mas vou falar pra vocéis
Os outro, nem tostão!
A minha mãe a esta altura, vendo meus amigos na saia justa, também depositou uma nota de dez no chapéu. Mas não pensem que o problema se resolveu!
Esses cabra fingido
Sem vergonha nem dó
Se fazendo de surdo
Ô paciência de Jó!
Vejam que absurdo
Só abriu o mocotó
A moça e a sua avó
Depois dessa, Dona Dinorah ficou muito brava! E fomos todos embora.
A literatura de cordel é um gênero literário na forma rimada
impresso em folhetos. Tradicionalmente os folhetos eram expostos para venda, pendurados em cordas, cordéis ou barbantes em Portugal. No Nordeste do Brasil o nome foi herdado, mas a tradição do barbante não se perpetuou: o folheto brasileiro pode ou não estar exposto em barbantes. Alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, também usadas nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores. Para reunir os expoentes deste gênero literário típico do Brasil, foi fundada em 1988 a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, com sede no Rio de Janeiro.
fonte: wikpédia
Série - Amizade & Fotografia no Rio de Janeiro
Centro de Tradições Nordestinas do Rio de Janeiro
http://youtu.be/9YIL8J5elu4
Assim que entramos no Centro de Tradições Nordestinas, ouvi de longe os repentistas. Eles cantavam de improviso, mas eu não prestava atenção na letra, totalmente concentrada em aproveitar a cena cinematográfica. Vi tantos filmes brasileiros com situações como aquela, como por exemplo, "Lisbela e o Prisioneiro", mas nunca vivenciei nada parecido. E ia eu empolgada nos cliques, assim como Leila, Luiz e Lucinéia, quando de repente comecei a perceber que eles cantavam sobre nós. Pena que eu não gravei, o espírito da coisa foi mais ou menos assim:
Esses turista maroto
Eita gente danada!
É uma coisa que noto
Uma grande zoada
Eles tira nossa foto
Mas dinheiro, nada!
- Ui! Essa foi pra mim! Justo eu que sempre me digo incentivadora do trabalhador brasileiro. Imediatamente peguei uma nota de dez e coloquei no chapéu dos artistas. Voltei a tirar mais fotos, e eles também voltaram a cantar:
A moça fotógrafa
Aprendeu a lição
Deu nota de déis
A mostrar afeição
Mas vou falar pra vocéis
Os outro, nem tostão!
A minha mãe a esta altura, vendo meus amigos na saia justa, também depositou uma nota de dez no chapéu. Mas não pensem que o problema se resolveu!
Esses cabra fingido
Sem vergonha nem dó
Se fazendo de surdo
Ô paciência de Jó!
Vejam que absurdo
Só abriu o mocotó
A moça e a sua avó
Depois dessa, Dona Dinorah ficou muito brava! E fomos todos embora.
A literatura de cordel é um gênero literário na forma rimada
impresso em folhetos. Tradicionalmente os folhetos eram expostos para venda, pendurados em cordas, cordéis ou barbantes em Portugal. No Nordeste do Brasil o nome foi herdado, mas a tradição do barbante não se perpetuou: o folheto brasileiro pode ou não estar exposto em barbantes. Alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, também usadas nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores. Para reunir os expoentes deste gênero literário típico do Brasil, foi fundada em 1988 a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, com sede no Rio de Janeiro.
fonte: wikpédia
Série - Amizade & Fotografia no Rio de Janeiro
Centro de Tradições Nordestinas do Rio de Janeiro



Bem descritiva.
GP!!! Maravilha de foto!
excelente foto! gosto mto dos tons!!!
Magnífica! Parabéns!
Magistral !
Excelente trabalho! Parabéns! Aquele abraço:)
Tuas fotos estão cada vez melhores Lina!!
Parabéns!!
Desculpe pelo atraso...ando na correria!!
Bjs!
Show!
Ainda bem que você não prestou atenção na letra, pois eles estavam é pedindo para colocarmos uns trocados no chapéu...
gosto da ediçao lina
Ai esses nordestinos são o maior barato :))))
Fantástica fotografia!
fabulosa composição, ótimos tons..
abraço amiga, gostei da nossa escolha no abstrato da cadeira..
bfs!
Um ótimo registro e um resumo bastante explicativo, parece que este encontro de amgos foi uma delicia, que bom :)
tenho cá varios desses, são uma delícia. Ex-lente!
Coitada de Dona Dinorah, a entrar com a nota e a ser tratada por Avó.
resumo impecável.
Fotografia também.
Há quantos anos não vejo disto em Portugal!| Quando eu era miúdo havia muitos cantores ambulantes...
Recordo uma pérola, entoada ao som da guitarra e em forma de fado:
E andava a esgraçadinha no gamanço
Pedindo pro filhinho estrabeculoso...
Esses cantores interesseiros que fotografou são ceguinhos? Não viram bem D. Dinorah!...
eu lembro-me de ouvir a minha mãe contar essas cenas cá em Lisboa. ela mesmo chegou a vender esses tipos de folhetos por um tempo. ainda se ouve dizer "literatura de cordel" mas com conotação perjorativa, como de romances que de literatura não têm realmente nada.
eu acho que ficaria aqui um dia inteiro, até me cheira o ambiente e as vozes. que momentos bons e que fotão, amiga!! adorei tudinho! bj
Trabalho fantástico!
gosto Lina ;) faz-me lembrar aqueles alfarrabistas onde me perco horas e horas :) parabens
Maravilhosa, tal como o resumo!