Serenity

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Autor(a) Butterfly

Galeria Pública Outros

Upload 2012-05-30 02:50

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Exif/Informação Técnica

Um pouco de silêncio

Nesta trepidante cultura nossa, da agitação e do barulho, gostar de sossego é uma excentricidade.
Sob a pressão do ter de parecer, ter de participar, ter de adquirir, ter de qualquer coisa, assumimos uma infinidade de obrigações, muitas desnecessárias, outras impossíveis.
Não há perdão nem anistia para os que ficam de fora da ciranda: os que não se submetem mas questionam, os que pagam o preço de sua relativa autonomia, os que não se deixam escravizar, pelo menos sem alguma resistência.
O normal é ser atualizado, produtivo e bem-informado.
É indispensável circular, estar enturmado. Quem não corre com a manada praticamente nem existe, se não se cuidar botam numa jaula: um animal estranho.
Acuados pelo relógio, pelos compromissos, pela opinião alheia, disparamos sem rumo – ou em trilhas determinadas – feito hâmsteres que se alimentam da sua própria agitação.
Ficar sossegado é perigoso: pode parecer doença.
Recolher-se em casa ou dentro de si mesmo, ameaça quem leva um susto cada vez que examina sua alma.
Estar sozinho é considerado humilhante, sinal de que não se arrumou ninguém – como se amizade ou amor se “arrumasse” em loja. Com relação a homem pode até ser libertário: enfim só, ninguém pendurado nele controlando, cobrando, chateando. Enfim, livre!
Mulher, não. Se está só, em nossa mente preconceituosa é sempre porque está abandonada: ninguém a quer.
Além do desgosto pela solidão, temos horror à quietude. Logo pensamos na depressão: quem sabe terapia e antidepressivo? Criança que não brinca ou salta nem participa de atividades frenéticas está com algum problema.
O silêncio nos assusta por retumbar no vazio dentro de nós. Quando nada se move nem faz barulho, notamos as frestas pelas quais nos espiam coisas incomodas e mal resolvidas, ou se enxerga outro ângulo de nós mesmos. Nos damos conta de que não somos apenas figurinhas atarantadas correndo entre casas, trabalho e bar, praia ou campo.
Existe em nós, geralmente nem percebido e nada valorizado, algo além desse que paga contas, transa, ganha dinheiro, e come, envelhece, e um dia (mas isso é só para os outros!) vai morrer. Quem é esse afinal sou eu? Quais seus desejos e medos, seus projetos e sonhos?
No susto que essa ideia provoca, queremos ruído, ruídos. Chegamos em casa e ligamos a televisão antes de largar a bolsa ou pasta. Não é para assistir a um programa: é pela distração.
Silêncio faz pensar, remexe águas paradas, trazendo à tona sabe Deus que desconcerto nosso. Com medo de ver quem – ou o que – somos, adia-se o defrontamento com nossa alma sem máscaras.
Mas, se agente aprende a gostar um pouco de sossego, descobre – em si e no outro – regiões nem imaginadas, questões fascinantes e não necessariamente ruins.
Nunca esqueci a experiência de quando alguém botou a mão no meu ombro de criança e disse:
- Fica quietinha, um momento só, escuta a chuva chegando.
E ela chegou: intensa e lenta, tornando tudo singularmente novo. A quietude pode ser como essa chuva: nela a gente se refaz para volta mais inteiro ao convívio, às tantas fases, às tarefas, aos amores.
Então, por favor, me deem isso: um pouco de silêncio bom para que eu escute o vento nas folhas, a chuva nas lajes, e tudo o que fala muito além das palavras de todos os textos e da música de todos os sentimentos.

Lya Luft


Resumo

Você faz a paz

Procure uma posição confortável, acomode-se.
Fique em silêncio, feche os olhos, concentre-se.
Lentamente, respire fundo.
Relaxe, pense no mundo.
Atinja o nível mais alto do pensamento.
Sinta o que falta aos seres humanos
neste momento.
Analise a situação atual da humanidade.
E em como você pode colaborar,
mesmo com pouca idade.
Imagine um mundo sem ira, sem ódio,
sem inveja e sem maldade.
Só a honra de cada cidadão
cumprindo seus direitos e deveres com serenidade.
Pense na paz em plenitude.
E em como alcançá-la, com certas atitudes.
É tão fácil e seria maravilhoso.
Qualquer um pode colaborar
com um comportamento honroso.
Torne isso uma realidade.
Então verá que só assim
a vida tem sentido de verdade.
Cumpra pelo menos você a sua parte
e proporcione paz.
E verá a felicidade que isso traz.
*Clarice Pacheco

Comentarios

A exibir os últimos 20 comentários de 64

VER TODOS OS COMENTÁRIOS

  1. JorgeF
    JorgeF em 2012-06-07 | denunciar

    Soberbo trabalho!

  2. Clay Asef de Oliveira

    Técnica+sensibilidade: resultado? imagens encantadoras como essa. Lindo trabalho.

  3. lurdesvieira
    lurdesvieira em 2012-06-05 | denunciar

    gostei.

  4. jorgemtmoura
    jorgemtmoura em 2012-06-03 | denunciar

    Um trabalho muito interessante em contra luz.
    Parabéns Laura.

  5. Fernando Costa
    Fernando Costa em 2012-06-02 | denunciar

    Magnífica realização!
    ADOREI

  6. Acelina
    Acelina em 2012-06-02 | denunciar

    Que encanto de fotografia, tão bela!! Pura poesia!!

  7. Anibal Seraphim
    Anibal Seraphim em 2012-06-04 | denunciar

    Imagem que nos transmite serenidade e paz!!!!

  8. Luisa Elisa Trindade

    Excelente registro e lindo resumo!

  9. Graça  Goltara
    Graça Goltara em 2012-06-04 | denunciar

    Fantástica essa foto!

  10. albuquerque carlos
    albuquerque carlos em 2012-05-30 | denunciar

    Excepcional registro. Lindo. Pbs.

  11. AnaPG
    AnaPG em 2012-06-02 | denunciar

    Muito bela a imagem e o resumo...

  12. Galeria Bloqueada
    Galeria Bloqueada em 2012-06-01 | denunciar

    Sublime contraluz e título.

  13. Helena**Rfoto**
    Helena**Rfoto** em 2012-05-31 | denunciar

    Excelente. Pbs

  14. MM (C) F
    MM (C) F em 2012-06-01 | denunciar

    Fabuloso ! gosto da edição...Pbs

  15. Marla
    Marla em 2012-05-31 | denunciar

    Fabulosa...

  16. Lina Marano
    Lina Marano em 2012-05-31 | denunciar

    Que impacto este contra luz Laurinha!!!!! Levo comigo!

  17. roger rabe
    roger rabe em 2012-05-31 | denunciar

    parabens Laura,mais uma bela poesia criada pelo teu olhar
    bjs e tudo de bom

  18. Cezar
    Cezar em 2012-05-31 | denunciar

    Que linda e que bom que gostou do texto. "Então, por favor, me deem isso: um pouco de silêncio bom para que eu escute o vento nas folhas, a chuva nas lajes, e tudo o que fala muito além das palavras"

  19. SofiaRocha
    SofiaRocha em 2012-05-31 | denunciar

    Fabuloso trabalho!! Parabens, adorei!

  20. Pedro Souto
    Pedro Souto em 2012-05-30 | denunciar

    Excelente trabalho.

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