Resumo
Andou a pesquisar, no caderninho dos porquês, o porquê de assim se encontrar.
Descobriu, nos mais rápidos sete segundos que conheceu, a razão. Essa palavra temor que não vive das margens, que não sente emoção fingida, que não vive só pela existência de oxigénio. Descobriu-se, mil olhos deitados sobre si e um amar repentino que é coisa de adolescente. Ou de ser graúdo a comer no prato da idade da gente.
Andou a buscar as raízes de um capítulo, caiu de costas enrolado a um novelo, achou-se observado no olhado de um colete geometricamente tecido. Ainda que se tivesse admirado, não lhe achou o peso do sentido.
Saiu de um campo verde a fugir, migalhas a cair da boca e andar lunar, pés molhados até aos cotovelos. A descoberta do fogo e, logo após, o acender de um rastilho. Nada disto queimou as pestanas aos olhares incumbidos.
Andou a tentar-se. Esqueceu as vezes de Marte, escolhendo a do sentir.
Mil olhos permaneceram, atentos. E ele, que andou a pesquisar os seus medos, descobriu a extinção, nevoeiro que não deixa ver, barca sem medo que rema em frente. E, em frente, sufocariam mil olhos e dois perceberiam - a pestanejar - que és tu quem os faz sorrir.
Descobriu, nos mais rápidos sete segundos que conheceu, a razão. Essa palavra temor que não vive das margens, que não sente emoção fingida, que não vive só pela existência de oxigénio. Descobriu-se, mil olhos deitados sobre si e um amar repentino que é coisa de adolescente. Ou de ser graúdo a comer no prato da idade da gente.
Andou a buscar as raízes de um capítulo, caiu de costas enrolado a um novelo, achou-se observado no olhado de um colete geometricamente tecido. Ainda que se tivesse admirado, não lhe achou o peso do sentido.
Saiu de um campo verde a fugir, migalhas a cair da boca e andar lunar, pés molhados até aos cotovelos. A descoberta do fogo e, logo após, o acender de um rastilho. Nada disto queimou as pestanas aos olhares incumbidos.
Andou a tentar-se. Esqueceu as vezes de Marte, escolhendo a do sentir.
Mil olhos permaneceram, atentos. E ele, que andou a pesquisar os seus medos, descobriu a extinção, nevoeiro que não deixa ver, barca sem medo que rema em frente. E, em frente, sufocariam mil olhos e dois perceberiam - a pestanejar - que és tu quem os faz sorrir.


Original , adoro ! :D
Mto bom!
Muito bom registro...
Gostei da luz, do tema e da composição...
Aproveito a oportunidade e te convido para visitar minha galeria, te espero por lá...
Parabéns e Grande Abraço...
Adoro!!!
Bom trabalho!!
Também por lá passei;) Gosto!!
GOSTO MUITO!!!
Excelente. Show...
UM BELO GRAFISMO E UM TEXTO EXTRAORDINÁRIO!! PARABÉNS..
Excelente!
Todo o Sentido ... perante "Mil Olhos" tão multifacetados e multicoloridos ... !
Muito bom este registo! Gosto muito! Parabéns Rodrigo!
Maravilha de registo! Gostei muito! Parabéns!
Bem conseguido, excelentes cores
Gosto.
Descobriu-se, mil olhos deitados sobre si e um amar repentino que é coisa de adolescente""
Muito bom!
por reflectir
Uma foto com muito sentido. Está excelente, Rodrigo! Parabéns.
Gosto muito!!!!! Um abraço, Rodrigo.