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Estou de volta...

fotografias > 

Paisagem Natural

2009-02-05 09:09:58
comentários (26) galardões descrição exif favorita de (9)
descrição
Estou de volta de não sei bem de onde
De nenhum lugar talvez
De nenhum lugar deserto onde ainda me vejo
A entrar e a sair de salas obsessivas
E a descer das dunas
Para dentro de mim agora reunida novamente
E aqui esperava-me uma casa triste de janelas mudas
De janelas tristes
E uma luz coada pelos vidros foscos
E devolutos os andaimes da manhã entregue ao vento ininterrupto
Estou de volta no entanto de não sei bem de onde
À minha rua onde o ar envelheceu
E não me reconhece
À minha rua de um silêncio grave
Como o das igrejas sem vivalma a consolar os santos
À minha rua
A minha rua mortal de memórias tímidas aqui uma longuíssima
Tarde
Além um sobressalto
Uma criança dentro de um silêncio
Um peixe contorcendo-se
E a noite
E uma porta batendo sabes
Corre-se a abrir a porta e nem o vento
O espelho fita-nos
As paredes crescem sobre nós
Até não respirarmos
E o deserto sai do seu tear o peito sem resguardo
Onde o tecemos

Carlos N. Fino
exif / informação técnica
Maquina: NIKON CORPORATION
Modelo: NIKON D40X
Exposição: 5/300
Abertura: 53/10
ISO: 100
MeteringMode: 3
Dist.Focal: 66/1

favorita de 9
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Estou de volta...
Estou de volta de não sei bem de onde
De nenhum lugar talvez
De nenhum lugar deserto onde ainda me vejo
A entrar e a sair de salas obsessivas
E a descer das dunas
Para dentro de mim agora reunida novamente
E aqui esperava-me uma casa triste de janelas mudas
De janelas tristes
E uma luz coada pelos vidros foscos
E devolutos os andaimes da manhã entregue ao vento ininterrupto
Estou de volta no entanto de não sei bem de onde
À minha rua onde o ar envelheceu
E não me reconhece
À minha rua de um silêncio grave
Como o das igrejas sem vivalma a consolar os santos
À minha rua
A minha rua mortal de memórias tímidas aqui uma longuíssima
Tarde
Além um sobressalto
Uma criança dentro de um silêncio
Um peixe contorcendo-se
E a noite
E uma porta batendo sabes
Corre-se a abrir a porta e nem o vento
O espelho fita-nos
As paredes crescem sobre nós
Até não respirarmos
E o deserto sai do seu tear o peito sem resguardo
Onde o tecemos

Carlos N. Fino
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