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Arquitetura/Serpente Urbana
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Serpente Urbana

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Arquitetura

2018-07-01 18:10:59
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descrição
Há uma serpente que se ergue na paisagem dos homens, serpente esguia, colorida, sedutora a procurar com a língua o fresco entardecer das cidades. Segue a prumo ao longo das janelas soltando explosões de pó no crepúsculo. Por vezes, hesita, nunca sabe que caminho escolher, hesita sem se deter; outras vezes, esconde-se debaixo da humidade da pedra. Ela que fareja o rasto da gente, gente que todos os dias a visita sem a ver, sem mesmo a saber ali tão próximo, junto às calçadas vermelhas do sangue. Ah, o arco triunfal dos répteis prendendo a humanidade em campânulas de fogo.
E eu? Desatento, como todos, não percebo como a serpente se movimenta junto à minha respiração. A longa cabeça deslizante adentra-me o corpo, lambe-me os pés, sobe-me o ventre acabando por fazer ninho na cabeça. E o coração? Esse, há já muito adormeceu em pedra... E toda a lucidez acaba devorada no silêncio da língua bífida da cidade.
exif / informação técnica
Máquina: NIKON CORPORATION
Modelo: NIKON D750
Exposição: 1/500 sec
Exposição (EV+/-): 0 step
Abertura: f/7.1
ISO: 160
Dist.Focal: 14mm
Dist.Focal (35mm): 14 mm
Software: Adobe Photoshop CS6 (Windows)

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Serpente Urbana
Há uma serpente que se ergue na paisagem dos homens, serpente esguia, colorida, sedutora a procurar com a língua o fresco entardecer das cidades. Segue a prumo ao longo das janelas soltando explosões de pó no crepúsculo. Por vezes, hesita, nunca sabe que caminho escolher, hesita sem se deter; outras vezes, esconde-se debaixo da humidade da pedra. Ela que fareja o rasto da gente, gente que todos os dias a visita sem a ver, sem mesmo a saber ali tão próximo, junto às calçadas vermelhas do sangue. Ah, o arco triunfal dos répteis prendendo a humanidade em campânulas de fogo.
E eu? Desatento, como todos, não percebo como a serpente se movimenta junto à minha respiração. A longa cabeça deslizante adentra-me o corpo, lambe-me os pés, sobe-me o ventre acabando por fazer ninho na cabeça. E o coração? Esse, há já muito adormeceu em pedra... E toda a lucidez acaba devorada no silêncio da língua bífida da cidade.
Tag’s: Arquitetura,Desafio temático,contrapicado,cidade
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