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Espetáculos/WOK - TOCA A RUFAR
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Espetáculos/WOK - TOCA A RUFAR
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descrição
António Silva

Um beijo bem grande a toda a equipa e produção. Foi um prazer fotografar-vos e conhecer-vos a todos.


www.tocarufar.com/wok
exif / informação técnica
Maquina: Canon
Modelo: Canon EOS 5D
Exposição: 1/30
Abertura: 28/10
ISO: 320
MeteringMode: 6
Flash: 16
Dist.Focal: 175/1

(...continuação...)

Zoika vive em dois mundos: o calor da nostalgia do tempo em que a sua memória vivia enclausurada num armário bafiento e o de viver fora dele. Fora do seu casulo paira a ameaça de Cat. Meia gata, meia pássaro alado, Cat não perde a sua presa de vista, nem um só segundo. Mais do que abocanhar Zoika, Cat gosta de a perseguir. Observa os gatos e prefere manter a sua presa em liberdade: dá-lhe o eterno prazer de a caçar. Protero diz que o seu nome significa “ O Leão Verde”. Não sabe de onde sabe, pois a escrita já não é e ninguém sabe mais como o saber. É forte como eram esses bichos que existiam, diz-se, inabalável perante tudo pois medo, não tem. Protege os fracos, mas não fere os fortes, a sua opulência impede as investidas. Há muito que observa Zoika e, quando é preciso, defende-a, barrando com o seu esplendor qualquer tentativa de molesta.

Shatur é mudo, mas o seu interior é glorioso. Ele nascera só tronco e um irmão só pernas. Alguém que ele nunca conheceu juntou-os, e cozeu Sha a Thur. Por dentro continuam, no entanto, dois. “Sou dois em um” - diz numa linguagem gestual. Thur teria gostado de beber e dançar, mas Sha tem outra fibra: não passou por tudo quanto passou para correr o risco de voltar a ser apenas metade, isso não. “Raramente se zanga, mas quando o faz, tremem o Carmo e a Trindade” – diz Holok, o seu eterno companheiro de desventuras. Holok teria gostado de conhecer Thur. Acha que talvez tivesse sido melhor ao contrário, talvez tivesse um companheiro mais à sua medida, mais leve, mais brincalhão, menos magoado com a dor. Holok é leve e gracioso, o seu passo é firme e leviano, a sua mente escapa por entre as fugas dos grilhões que a outros detêm.
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WOK - TOCA A RUFAR
António Silva

Um beijo bem grande a toda a equipa e produção. Foi um prazer fotografar-vos e conhecer-vos a todos.


www.tocarufar.com/wok
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Maquina: Canon
Modelo: Canon EOS 5D
Exposição: 1/30
Abertura: 28/10
ISO: 320
MeteringMode: 6
Flash: 16
Dist.Focal: 175/1

(...continuação...)

Zoika vive em dois mundos: o calor da nostalgia do tempo em que a sua memória vivia enclausurada num armário bafiento e o de viver fora dele. Fora do seu casulo paira a ameaça de Cat. Meia gata, meia pássaro alado, Cat não perde a sua presa de vista, nem um só segundo. Mais do que abocanhar Zoika, Cat gosta de a perseguir. Observa os gatos e prefere manter a sua presa em liberdade: dá-lhe o eterno prazer de a caçar. Protero diz que o seu nome significa “ O Leão Verde”. Não sabe de onde sabe, pois a escrita já não é e ninguém sabe mais como o saber. É forte como eram esses bichos que existiam, diz-se, inabalável perante tudo pois medo, não tem. Protege os fracos, mas não fere os fortes, a sua opulência impede as investidas. Há muito que observa Zoika e, quando é preciso, defende-a, barrando com o seu esplendor qualquer tentativa de molesta.

Shatur é mudo, mas o seu interior é glorioso. Ele nascera só tronco e um irmão só pernas. Alguém que ele nunca conheceu juntou-os, e cozeu Sha a Thur. Por dentro continuam, no entanto, dois. “Sou dois em um” - diz numa linguagem gestual. Thur teria gostado de beber e dançar, mas Sha tem outra fibra: não passou por tudo quanto passou para correr o risco de voltar a ser apenas metade, isso não. “Raramente se zanga, mas quando o faz, tremem o Carmo e a Trindade” – diz Holok, o seu eterno companheiro de desventuras. Holok teria gostado de conhecer Thur. Acha que talvez tivesse sido melhor ao contrário, talvez tivesse um companheiro mais à sua medida, mais leve, mais brincalhão, menos magoado com a dor. Holok é leve e gracioso, o seu passo é firme e leviano, a sua mente escapa por entre as fugas dos grilhões que a outros detêm.